sábado, 30 de agosto de 2008


Gosto dos venenos mais lentos
Das bebidas mais fortes
Dos cafés mais amargos
Dos amores mais quentes
Das paixões mais ardentes
Dos delirios mais loucos
Dos pensamentos mais complexos
Dos sentimentos mais vorazes
Dos vôos mais altos
Da adrenalina mais intensa
Do beijo mais caliente e demorado
Do olhar mais insinuante
Dos amigos mais loucos
Das confidências mais toscas
Dos dias de sol
Das tardes de chuva
Das noites de lua
Das roupas mais sensuais e provocantes
Dos perfumes mais marcantes
Do mar mais azul
Da areia mais branca
Das estradas intermináveis
Da velocidade sem fronteiras
Dos amores sem limites
Da sinceridade sem culpa
Da cumplicidade mais absurda
Do viver intensamente
Da vida...e você até pode me empurrar no precipício, eu não me importo...
Eu amo voar...


Um comentário:

Anderson Sanguinete disse...

É verdade, mas eu também:
Gosto dos venenos ágeis
Das bebidas fracas
Dos cafés mais doces
Dos amores mornos
Das paixões frescas
Dos delírios cotidianos
Dos pensamentos simples
Dos sentimentos sutis
Dos vôos rasantes
Da adrenalina na medida
Do beijo doce e roubado
Do olhar mais puro
De todos os amigos
Das confidências mais singelas
Dos dias de chuva
Das tardes de sol
Das noites nubladas
Das roupas mais sóbrias
Dos perfumes mais discretos
Do mar nas nuances do meu humor
Da areia molhada
Das estradas com destino certo
Da velocidade no limite exato
Dos amores em todas as suas formas
Da sinceridade, mesmo que culpada
Da cumplicidade mais óbvia
Do viver moderadamente
Da vida... e se você me empurrar no precipício, eu sinto muito...
o que me sustenta não são meus pés
e sim meus sonhos...